sexta-feira, 3 de maio de 2013

Gravidez, escola e aceitação

A primeira aceitação é de si mesmo, você aceitando a ideia, tudo ficará mais lindo e colorido, seja mais para rosa ou azul. É claro que as pessoas ao redor, mesmo que você diga que não se importa, elas vão dizer e você vai se importar nem que seja um pouco. 
No meu caso a minha família foi o menor dos casos, mas ainda tinha que enfrentar a escola, tive muito receio de como as pessoas iriam me olhar, mas para minha surpresa assim como a minha família ficaram felizes e viviam perguntando como eu estava, se precisava de algo, se a minha bebê estava bem; surpreendi-me!
Um dos poucos problemas que tive na escola foi o cansaço extremo, meu horário era noturno, e a tarde eu trabalhava na mesma escola onde estudava, cansei de dar pequenos cochilos na últimas aulas. Um outro era subir as escadas, vários colegas falavam para subir pelo elevador, mas eu realmente tinha medo de ficar presa, então subia pelas escadas até chegar ao terceiro andar, isso quando os professores resolviam dar aula no auditório que era no quinto. 
De desagradável, eu só tive uma situação em que o professor estava bravo na classe e gritou:
-"Vocês já sabem fazer filhos, mas não sabem ser responsáveis."
Achei um pouco desnecessário o comentário, mas fiquei quieta, afinal sempre fui uma boa aluna e sempre me esforcei para ter boas notas, relevei e fingi que não era comigo.
E isso não foi necessário de tirar minha alegria toda vez que alguém sorria ao me ver com aquela barriga e dizia que iria comprar algum presente - uns estou esperando até hoje hahahahaha, brincadeira - ou quando perguntavam como era e me olhavam admirados enquanto eu passava pelos corredores, brincavam com o tamanho da barriga dizendo que tinham duas dentro. 
É claro que ainda tenho a sensação que deveria ter aproveitado mais esses seis meses na escola, mas foi ótimo ver que fui tão bem aceita por todos.

Com amor, 
Erika


quinta-feira, 2 de maio de 2013

O positivo

Foi difícil acreditar naquele "POSITIVO" e ouvir do próprio médico que estava grávida aos 16 anos, eu não acreditava, até por que em meu consentimento eu havia feito tudo para isso ser evitado, eu queria um futuro com estudos e faculdade, tudo que tivesse direito, porém com aquela notícia, tudo foi adiado. Antes da confirmação, eu estava sentada o lado da minha mãe de mãos dadas, nervosa, mas mais segura do que um casal à minha frente, eles estavam distantes um do outro, como se aquela notícia, ou se quer suspeita tivesse acabado com um relacionamento duradouro, eles nem se olhavam. Foi aí que pensei: "Será que idade realmente está tão comprometida com a responsabilidade?".
Essa pergunta foi respondida com o tempo e alguns acontecimentos em minha vida, dando-me certeza que eu seria capaz de passar por tudo isso, mesmo com cicatrizes, eu passei com ou sem ajuda, eu passei.

Em 2011 eu fiz parte de 14,7% de partos de grávidas menores de idade, e minha filha nasceu em perfeito estado no dia 6/03/2011, desde então eu venho tendo os dias mais felizes ao lado dela, mesmo pessoas hipócritas que ainda gostam de falar besteira dizendo coisas absurdas, nós temos que ser mais fortes e passar por cima disso.

Então hoje resolvi começar esse blog para nós, jovens mamães, sejam solteiras, noivas, casadas. Trocar nossas experiências e dar suporte à aquelas que precisam.

Com amor,

Erika.